Uma decisão do Tribunal da cidade de Moscou, na Rússia, proibiu a publicação do “Novo Testamento: A Tradução da Restauração”, sob justificativa de ser “extremista”.
O Tribunal afirmou que a versão distribuída pela Local Church, fundada pelo pregador chinês Witness Lee, é uma “tradução não canônica do Novo Testamento” e que apresenta sinais de “exclusivismo”. O governo russo costuma utilizar o termo para se referir a grupos não autorizados e classificados como “terroristas”.
De acordo com a ação judicial, a interpretação bíblica de Witness Lee tenta se impor como superior a outras, incluindo a Igreja Ortodoxa Russa (ROC), controlada pelo regime de Vladimir Putin, e contém “elementos linguísticos especiais de propaganda e humilhação” direcionados a outras religiões, incluindo a ROC.
Especialistas no campo anti-seitas também afirmaram que a versão do Novo Testamento trazia mensagens subliminares ou ocultas com o intuito de convencer os leitores a fazerem doações à Local Church.
Para a Bitter Winter, organização chinesa que denuncia perseguições religiosas, a proibição do Novo Testamento da Local Church sob a acusação de “extremismo”, pode abrir um precedente para a proibição de todas as atividades religiosas dessa denominação na Rússia.
Fundada na década de 1920, pelo pastor e teólogo Watchman Nee na China, a Local Church sempre foi alvo de perseguição, principalmente por regimes socialistas. Com a ascensão do regime comunista de Mao Tse-tung, Nee passou a ser perseguido e investigado devido ao seu trabalho religioso. Em 1948, o pregador enviou Witness Lee a Taiwan para continuar a missão, e a igreja expandiu-se para outros países, incluindo a Rússia.
Em 1952, Watchman Nee foi preso por confessar publicamente sua fé em Jesus e por sua liderança entre igrejas locais na China comunista. Ele passou os últimos 20 anos dele na prisão até sua morte.
Redação CPAD News/ Com informações Comunhão e Bitter Winter
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